#NossoFutebol027 Os reais perigos de apostar tudo contra o Macaé

Os reais perigos de se apostar tudo contra o Macaé

 

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Não, meus caros. Este não é um texto escancaradamente preconceituoso contra um clube menor deste Brasil varonil. De fato, temos uma imprensa que não oferece créditos ou qualquer destaque a times com torcida regional. Isso é velado, obviamente, mas time que não dá receita é ignorado por aqueles que esquecem dos profissionais que sustentam aquela agremiação, sua camisa e seus honrados torcedores.

Falarei do Macaé, mas poderia citar qualquer outro time que não possui grande torcida ou destaque. Alvianil praiano que está em meio à guerra por manter-se ou não na Série B do Campeonato da CBF. O Ceará, centenário, torcida imensa, atual campeão do Nordeste, precisa de alguns tentos para poder colocar o Macaé na terrível vaga do Z-4 que ocupa há tantas rodadas. O mesmo Macaé que, com dois empates contra o Fortaleza, manteve o tricolor no buraco da terceira divisão.

Seria esta a missão do clube fluminense ou seria apenas o reflexo de onde estamos? Nem uma coisa nem outra. O Macaé funciona como um laboratório para muitos jogadores, treinadores, etc. Poucos sonham ficar por lá, a maioria está de passagem. Esta não é a missão institucional do time do litoral, mas é o que acontece abundantemente em prática e números. Também não quer dizer que os clubes cearenses tenham encolhido ao ponto de precisarmos sobejar os feitos de um time que tem apenas 25 anos de idade.

Mas me espanta que o Fortaleza, com sua camisa e suas tradições, precise se degladiar com um recém-chegado na festa. Surpreende também que seja o Ceará aquele que o Macaé poderá fazer sucumbir em plena Arena Castelão.

Não sei quanto aos senhores e senhoras, mas para este que vos fala, apavora nos nivelarmos por baixo e discutamos em seguidas horas como vencer o Macaé. “Não há mais bobo no futebol”. Fique com esse pirulito. Eu me mais alguns ficaremos com a indignação.

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