#NossoFutebol019 Fogos de artifício, para quê os quero?

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Fogos de artifício, para quê os quero?

Em meados do mês de Setembro quase sempre sabemos qual será a rota dos grandes clubes do futebol cearense na temporada. Uns se conformam com um ano sem graça, outros criam a expectativa com a fase final dos seus respectivos campeonatos. Em 2015 não está fácil para a torcida do alvinegro saber que, em tudo correndo bem, o time se manterá na segunda divisão. Correndo na atual direção, terá de amargar a série que o seu par já se delicia por 6 longos anos. Para a parte tricolor da cidade, é torcer para que o famigerado mata-mata chegue e que ninguém morra.

Tem chamado a atenção deste torcedor/blogueiro (não necessariamente nesta ordem) os “pipocados” de fogos quando um tento de cores estrangeiras sucumbe as metas dos arqueiros alencarinos. Claro que isso ajuda quem não está acompanhando os jogos pela TV ou pelas estações de rádio. Ceará em campo, explodiu a pólvora, quase sempre, é gol do adversário. Fortaleza jogando, ouve-se o estouro, tento contra o leão.

Para quê servem os fogos? Fontes na grande rede afirmam que a pirotecnia teve início pelas bandas Ásia, naturalmente para fins bélicos. A finalidade pacífica da “pólvora” necessitou de alguns séculos de uso, amadurecimento e controle daquele negócio quase sempre barulhento.

A rivalidade ainda é a espoleta para os fogos em nosso estado. Uma torcida faz barulho quando o outro time cai, e vice-versa. E assim o nosso futebol vai ficando cada vez menor. A rivalidade acaba repercutindo em uma violência de gente grande, mas com motivação pueril: se eu não cresço, você tem que desaparecer.

Sou um torcedor que não acredita na modernidade que teima em apagar as tradições e as camisas. Acredito demais que a boa rivalidade possa fortalecer agremiações, imprensa, venda de ingressos, etc. Mas o tempo já mostrou claramente que todos os dirigentes e torcedores que desejam ver os adversários cada vez menores raramente empregam energias para se tornarem maiores.

Chegará o dia em que chamaremos os prováveis descobridores da pólvora para fazer uma pirotecnia à altura de um estádio novo ou de um vaga na Libertadores. Os chineses, por enquanto, podem ficar por lá. O “pipocado” da mediocridade informa o placar aos desavisados.

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