#NossoFutebol018 Não cuidamos daquilo que não veremos

Não cuidamos daquilo que não veremos

Não cuidamos daquilo que não veremos

Todos nós já ouvimos falar dos grandes impérios que hoje permanecem apenas nos alfarrábios  e ilustrando a nossa memória. O império romano, inca, asteca, seja lá qual for, estendeu seus tentáculos até onde dava, até não poder mais. Amedronta saber que até os gigantes morreram. Avançaram para depois retornarem, tal e qual o ciclo da vida: chegamos a este mundo bebês indefesos, ganhamos autonomia e no final de tudo precisamos de uma sopinha que não dê trabalho ao sistema digestivo.

No futebol, tem império que hoje está sobrevivendo de forma milagrosa. Parecem estar satisfeitos com o maná do deserto, mesmo que tenham apreciado as delícias da mesa real. Não importa agora a massa do Santa Cruz, a força do Guarani em São Paulo, os resultados passados do Juventude? Partindo para o Norte, quem pode esquecer o Clube do Remo, as belas cores da Tuna Luso?

Todos podem esquecer, há o que se possa deixar de lado. Ao contrário dos grandes impérios, provavelmente nem os livros deixarão vivas as memórias destes esquadrões web link. Quando morrerem as testemunhas que guardam na retina o que representaram esses clubes do nosso futebol, certamente se perderá o que fez de grandes times o motivo de encontros e embates marcantes nos campos de Norte a Sul.

Não é a simples questão de não ganhar em campo. Isso é bem pequeno diante de constrangimentos muito maiores. Não há como haver conforto em ver a tradição de um clube como Santa Cruz sucumbir diante dos longos anos sem projeto. O Guarani ver sua sede vendida, o Clube do Remo brigar na quarta divisão dentre tantos outros exemplos. Sem contar com as quedas do Vasco da Gama, Botafogo, Fortaleza, tantos outros.

Muitas vezes tenho a impressão de que alguns gestores não se preocupam com aquilo que não verão. Acho que esse sentimento não é só meu. A lógica que destruiu alguns impérios talvez seja a mesma que esconde as tropas de elite em trincheiras escondidas.

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