#NossoFutebol014 Rugindo no quintal

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Rugindo no quintal

Escrever sobre futebol é pensar em um estrato considerável da sociedade, especialmente a brasileira. Um grupo que, como qualquer outro, possui suas dinâmicas particulares, entradas, saídas. Mandatários e subalternos. Aqueles que podem mais e muitos que não podem nada.

Se o Brasil é o Terceiro Mundo no futebol quando comparado a Europa, mostra sua faceta imperialista na América do Sul. De forma proporcional, o futebol do eixo Sul e Sudeste tem sotaques e números bem superiores ao que encontramos nas regiões Norte  e nordeste. É bem verdade que a memória de alguns cartolas tem sinapse acentuada quando olha de cima para baixo. Chegam a esquecer que são Terceiro Mundo quando podem exercer e demonstrar poder. Terceiro Mundo é, de fato, uma expressão antiquada, não utilizável nos dias de hoje, mas, peço a licença poética de utilizar desta expressão morta para ilustrar as vivas tradições do nosso futebol.

Figura icônica do cenário futebolístico, o homem que fuma charuto e já ocupou cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para defender os cruzmaltinos trouxe de volta o respeito ao Clube de Regatas Vasco da Gama. Hoje, o gigante da colina, que tem em sua história o orgulho de ter colocado o mesmo uniforme em negros a brancos,  volta a ter o respeito que perdera com a gestão frouxa de Roberto Dinamite. Finalmente o cartola que bate na mesa expeliu quaisquer complexos que a mídia vendida tenha transmitido. O Vasco da Gama é capaz de vencer o rival. “Contra tudo e contra todos”, o time de São Cristovão pode almejar o título brasileiro. Claro que pode, e não seria um atleta ou qualquer funcionário do próprio clube que poderia dizer o contrário.

Fica o aviso ao senhor Dagoberto e a quem interessa possa: o respeito voltou. Negros e brancos podem jogar no mesmo time, porém, não será com essa frouxidão corrente que o Vasco voltará a ser o time gigante que sempre foi. Alguém precisa estar acima disso.

Podemos até ser o Terceiro Mundo no futebol, mas nesse quintal ainda há quem mande, quem traga o respeito de volta. Obrigado, Eurico Miranda. Você é um incompreendido. Seus resultados são contundentes e ainda há quem o critique, pelos quais eu peço perdão. Talvez sua voz imponente possa trazer patrocínios grandiosos, apesar da obtusa insistência dos grandes investidores de partirem para outros mercados, como o árabe ou o americano. Não precisamos deles, precisamos de independência. Muita gente mexendo nisso aqui pode interferir no seu poder e isso nós não queremos, correto?

O Vasco foi o primeiro a colocar negros e brancos no mesmo time. Hoje, o time pode se orgulhar de ter o primeiro presidente que fala claramente que a opinião do clube é a opinião dele. Pouco importa a história centenária deste clube que foi pressionado por possuir atletas negros em seu elenco. Isso não traz respeito nem escreve algo grandioso. Talvez em uns cem anos lembrarão do senhor, da sua importância e de como o clube manda no Terceiro Mundo. O Vasco é uma nau independente, possui comando forte, infelizmente, os oceanos e continentes é que não sabem aonde vão.

1 comment on “#NossoFutebol014 Rugindo no quintal”

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