#NossoFutebol013 #Fé010 Consolidar vidas: essa é a minha chamada – Parte 3

Consolidar vidas: essa é a minha chamada – Parte 3

Qual o sentimento que vem ao nosso coração quando imaginamos uma mãe que, logo após o nascimento de um filho, ainda indefeso e dependente, o abandona e resolve deixar de lado os cuidados iniciais com a própria herança? Certamente não seria essa a conduta adequada para uma mãe que tem amor pelo seu filho. Deus é amor, e tem cuidados especiais reservados para aqueles que nasceram de novo.

Uma vida que aceita Jesus está iniciando-se em uma nova vida e, como todo recém nascido, necessita de amparo e muito amor. Um bebê não pode ser abandonado ou rejeitado, muito pelo contrário. A dedicação aos primeiros passos deve ser redobrada, pois é um mundo novo que se apresenta.

Esse é o papel da Igreja: ensinar os primeiros passos àqueles que chegam, firmando-os na Palavra e na fé. A esse processo poderoso damos o nome de Consolidação: a forma como recebemos os sedentos de Deus na Igreja ou na célula.

“E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandando; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” Mateus 28:18-20

Jesus concede-nos o poder, porém um poder com finalidade: fazer discípulos. Fazer discípulos é muito mais que ganhar vidas: é “ensinar todas as coisas” que Ele nos ensina. O Consolidador deve, dessa forma, ser uma pessoa firmada na Palavra e conduzida pelo Espírito Santo para transformar as vidas. No momento em que o discípulo inicia sua caminhada na fé não há que se falar em desejos próprios: há que se falar da graça de Deus e dos seus princípios.

A vida tem muito valor para Deus. Os dias tem se abreviado, e aqueles que sentem o amor de Deus não podem adiar o comando que o Senhor deu: ide fazer muitos discípulos. A Igreja, como uma mãe cuidadosa, não pode assumir a postura de apenas gerar e não cuidar. Uma criança tem dificuldade nos primeiros dias, mas, passado o tempo, cresce em estatura e virtude, deixando a mãe com a deliciosa sensação de ter feito uma boa obra.

“E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu tutor do meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” Gênesis 4:9-10

Deus está perguntando para o irmão mais velho, onde está o irmão mais novo. Não podemos aceitar o coração de Caim. O sangue das vidas clama ao Senhor por alguém que cuide delas. Acomodar-se na Igreja é desagradável perante o Senhor, é apenas religiosidade. Devemos ser a geração Ananias, conforme descreve Atos 9:10-18. Deus o convocou para consolidar um homem que até então era temido pelos cristãos. Paulo, que nesse momento era Saulo de Tarso, também precisou ser consolidado. Ananias ouviu a voz e Deus e realizou a tarefa de pôr a mão sobre o “vaso escolhido”.

Quantos “vasos escolhidos” não estão apenas à espera de alguém que os consolide? Uma palavra pode decidir o destino entre um perseguidor de cristãos ou um homem de palavra poderosa. Um dia fomos cuidados por alguém. Deus nos amou primeiro. Sejamos canal de transmissão desse amor!

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