#NossoFutebol010 #Fé007 Ganhar vidas: essa é a minha chamada – Parte 4

Ganhar vidas: essa é a minha chamada – Parte 4

Através da última parábola do livro de Lucas 15, o Senhor Jesus revela um amor diferenciado, um amor de Pai. Ao mostrar a “parábola do filho pródigo”, o Senhor sinaliza a alegria do Pai em ter de volta o filho que estava perdido.

“E disse: Um certo homem tinha dois filhos; E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda”. Lucas 15:11-12

Deus, segundo a tradição da época, tinha como características o fato de Ele ser o Deus Criador, o Senhor dos Exércitos, o Deus Provedor. Ao trazer essa parábola para todos, Jesus revela muito mais que um Deus vitorioso, mas sim um Deus Pai, de coração misericordioso. Um Deus que se compadeceu de todos ao seu redor. Quando contava essa passagem, Jesus não se encontrava no meio dos seus doze, mas em meio a fariseus e pecadores, e cada um tinha uma percepção diferente a respeito do ensino de Jesus:

  1. Fariseus

O entendimento dos fariseus era de não entender como Deus também era Pai, e por isso tantos questionamentos externos com o Mestre.

  1. Pecadores

Os pecadores, por sua vez, questionavam internamente: ‘Deus está à procura de mim?’ Como poderiam crer que pessoas excluídas do convívio social poderiam atrair o amor de Deus?

Na parábola, percebe-se que o filho pródigo não aguentava mais esperar a herança, porém, sabia-se que ele só poderia receber sua parte com a morte dos pais. Fica evidenciado que o filho já havia matado o pai em seu coração. O filho recebeu a herança para ser “livre”. As perguntas que devemos fazer são: quantas vezes matamos nossos pais em nossos corações? O que fazemos com a nossa “liberdade”?

“E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome”. Lucas 15:17

O filho pródigo necessitou cair em si para que percebesse a vida que havia perdido em família. Certamente não foi a miséria que fez o filho voltar, mas a saudade do seio confortável e seguro do Pai. O momento mais sobrenatural que o filho precisou passar não foi a fome e o desejo de comer a comida dos porcos, mas a falta que o Pai fazia.

É fato que o muitos são os filhos que hoje avaliam se o pai o aceitará de volta. Com o filho pródigo não foi diferente: ele tinha até o discurso pronto para o retorno a sua casa, mas foi a bondade do Pai que deixou com que toda palavra planejada pelo filho fosse desnecessária: o Pai amoroso o surpreendeu com um amor sobrenatural.

“Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se”. Lucas 15:22-24

O Pai não estava disposto a dar apenas o mínimo ao filho que estava perdido. O arrependimento do filho revela uma característica do Pai: Deus tem pressa em amar e restituir. É através da graça de Deus que podemos voltar os nossos corações ao Pai em arrependimento, recebermos o perdão e celebrarmos com uma grande festa.

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